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Zumbido e Emoções: o poder do relaxamento para reduzir o incômodo

  • Foto do escritor: Kika Jürgensen
    Kika Jürgensen
  • 20 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura


À noite, quando o silêncio toma conta do ambiente, é comum que o som interno do zumbido se torne mais evidente. Ele parece crescer à medida que a mente se agita. Em muitos casos, não é apenas o ouvido que escuta. O corpo inteiro responde a esse incômodo. Ombros tensos, respiração curta, pensamentos acelerados. Tudo isso forma um ciclo difícil de romper.


Essa sensação é conhecida por muitas pessoas que convivem com o zumbido somatossensorial. Quando o corpo está em estado de tensão, o som se torna mais perceptível e ganha força. É como se o cérebro aumentasse o volume interno em resposta ao estresse. Nesses momentos, o sistema nervoso entra em alerta, e o sistema límbico, que regula as emoções, amplifica a percepção do zumbido. A cada pensamento negativo, como “isso não vai passar” ou “vou ficar assim para sempre”, o corpo reage com ainda mais rigidez, e o som parece ocupar todo o espaço.


Mas há um ponto importante: o sofrimento não vem apenas do sintoma, e sim da forma como o interpretamos. Quando acreditamos que o zumbido é um inimigo, o corpo se prepara para lutar contra ele, aumentando o estresse e reforçando o ciclo. Mudar essa interpretação é o primeiro passo para quebrar essa espiral.


Uma das formas mais eficazes de iniciar essa mudança é por meio da respiração diafragmática, uma técnica simples e acessível que ajuda a reprogramar a resposta do corpo ao estresse.

Basta inspirar lentamente pelo nariz por quatro segundos, sentir o abdômen se expandir suavemente, segurar o ar por dois segundos e expirar pela boca por seis segundos. Repetir esse processo por alguns minutos faz o corpo entender que pode relaxar.


Quando o abdômen se move e o ar flui com calma, o sistema nervoso parassimpático entra em ação. Ele é o responsável por conduzir o corpo ao estado de descanso e reduzir a tensão física e mental. Aos poucos, o corpo se solta, a mente desacelera e a percepção do zumbido tende a diminuir. Não porque o som desapareceu, mas porque a atenção deixou de estar completamente voltada a ele.


Essa prática, repetida com constância, traz uma sensação de leveza e controle. O paciente deixa de se sentir refém do sintoma e passa a compreender que, embora o zumbido possa estar presente, ele não precisa comandar o dia.


A fisioterapia especializada para o tratamento do zumbido trabalha exatamente nessa integração entre corpo e mente. Técnicas de relaxamento, consciência corporal e estratégias de reeducação auditiva ajudam a reequilibrar o sistema nervoso e o sistema límbico, favorecendo uma resposta mais calma e menos reativa ao som interno.


Mais do que aliviar o incômodo, o processo ajuda a restaurar o equilíbrio emocional e a confiança no próprio corpo.


O zumbido pode até ser um som constante, mas ele não precisa ser o protagonista da vida.

Quando a mente aprende a respirar com o corpo, o silêncio volta a ser um lugar de paz.


Publicado em novembro de 2025


Erika Jürgensen (Kika)

Crefito 156674-F

Fisioterapeuta em Disfunções de Cabeça e Pescoço

Proprietária e responsável técnica da Face Clinic

Ama transformar o cuidado em caminho para que cada pessoa reencontre sua melhor versão.


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